sábado, 1 de abril de 2017



Sugestões de textos 

O Desemprego Tecnológico 
Lauro A. Monteclaro
César Junior 
O problema mais grave destes primeiros anos do terceiro milênio talvez seja a ameaça do chamado desemprego tecnológico – o desemprego gerado pela combinação da utilização em grande escala da tecnologia de informática e telecomunicações, aliada às novas técnicas como meio de aumentar a produtividade das empresas, com a consequente redução da mão-de-obra. Os estudiosos do problema costumam se dividir em dois grupos com opiniões divergentes. De um lado, os pessimistas que pensam que a automação eliminará rapidamente os empregos industriais e os de serviços. Consideram que o desemprego global atingiu seu nível mais alto desde a década de 1930, com mais de 800 milhões de pessoas no mundo desempregadas ou subempregadas. Essas ideias costumam ser refutadas pelos otimistas, que acreditam que a atividade econômica mudaria da produção de bens para a prestação de serviços. O fim do emprego rural seria seguido pelo fim do emprego industrial, em benefício do emprego do setor de serviços. E este constituiria a maioria esmagadora das ofertas de emprego. A nova economia aumentaria a importância das profissões com grande conteúdo de informação e conhecimentos em suas atividades. As profissões administrativas, especializadas e técnicas cresceriam mais rápido que qualquer outra, e constituiriam o cerne da nova estrutura social. Assim, de acordo com o partido “otimista”, não há nada com o que se preocupar: depois de um período de ajustes, o fim de empregos nos setores convencionais seria compensado por uma grande oferta de colocações. Essas colocações, no entanto, exigiriam alta qualificação profissional. A solução, portanto, seria simples: aumentar o nível de escolaridade e a capacitação técnica da população. Infelizmente, não é o que se observa no dia-a-dia, e os números demonstram que o partido “pessimista” tem razão. Até mesmo os “otimistas” concordam que para tudo dar certo é necessário haver um “espetáculo do crescimento” em termos globais: se os governos não forem capazes de intervir para reduzir as jornadas de trabalho, as consequências seriam aquelas descritas pelos “pessimistas”. Vamos analisar como cada país deverá agir para se inserir na nova economia. A partir de discursos de empresários e economistas, o que fica claro é o seguinte:
• É necessário o aumento de produtividade mesmo à custa do aumento do desemprego, pois o superávit gerado poderá ser usado para criar novos empregos.
• Alegam que a expansão do comércio global faria com que essa competição entre nações não tivesse Tecnologia e Trabalho como resultado uma “soma zero”, ou seja, o aumento da riqueza global. Na realidade, faria com que o superávit obtido por cada país fosse maior a cada ano, de modo que todos ganhariam.
• É aí que está o problema. Porque o que se observa é o seguinte:
• As empresas se valem das novas tecnologias para transferir empregos de seus países para outros onde a mão-de-obra é mais barata.
• O superávit obtido é investido, cada vez mais, em tecnologias substitutivas de mão-de-obra em seus próprios países.
• Os governos são cada vez mais impotentes para influir sobre qualquer decisão importante que envolva a economia global.
Ora, uma das condições absolutamente necessárias para o aumento da demanda é o aumento da renda das populações. Mas o quesito básico para a inserção de qualquer país pobre na economia global acaba sendo o de sua população permanecer pobre. Se os salários e benefícios aumentarem, o país deixará de ser competitivo e sua população voltará imediatamente à “exclusão”. Para os países ricos sobra a opção de transferir seus cidadãos de empregos com altos salários para empregos terceirizados, temporários, de meio período, contratados por projeto etc. Em todos os casos há redução de salários e/ou benefícios. Então fica a pergunta: se a renda nos países ricos deve cair e nos países pobres deve se manter baixa, de onde virá o aumento da demanda? Apenas o consumo de luxo será capaz de gerá-la? Por outro lado, toda a pressão política que vem sendo feita, tanto em países ricos quanto nos subdesenvolvidos, é no sentido de uma menor interferência do Estado na economia. Quanto “menos governo” melhor. Por toda parte se fala em desregulamentação, em flexibilização das leis trabalhistas etc. Outra pergunta: de onde virá uma possível reação capaz de reduzir as jornadas de trabalho e não o emprego? Apesar de haver um aumento das exigências em termos de educação e treinamento, a maioria dos profissionais apenas consegue manter em parte sua renda. De outro lado, um pequeno grupo passou a obter salários cada vez maiores e os empresários de sucesso fizeram fortunas inimagináveis. O aumento das desigualdades gera conflitos sociais de todo tipo. É urgente reequilibrar as sociedades para evitar os conflitos. Quem poderá fazer isso? Os governos e partidos políticos atuais? Será possível fazê-lo por meios pacíficos e institucionais? Essas são de fato as perguntas mais importantes, cuja capacidade de resposta dependerá futuro das novas lideranças políticas e sociais.

Extraído do site www.espacoacademico.com.br/036/36ccesar.htm Revista Espaço Acadêmico – Nº. 036 – maio de 2004



TEXTO 
CULTURA

A dialética da simplicidade, empregada pelo antropólogo, escritor e ex-ministro da Educação, explica, da maneira mais simples, como cultura é tudo o que resulta do trabalho humano.
Darcy Ribeiro

Além dos seres vivos e da matéria cósmica, existem também coisas culturais, muitíssimo mais complicadas. Chama-se cultura tudo o que é feito pelos homens, ou resulta do trabalho deles e de seus pensamentos. Por exemplo, uma cadeira está na cara que é cultural porque foi feita por alguém. Mesmo o banquinho mais vagabundo, que mal se põe em pé, é uma coisa cultural. É cultura, também, porque feita pelos homens, uma galinha. Sem a intervenção humana, que criou os bichos domésticos, as galinhas, as vacas, os porcos, os cabritos, as cabras, não existiriam. Só haveria animais selvagens.
A minhoca criada para produzir humo é cultural, eu compreendo. Mas a lombriga que você tem na barriga é apenas um ser biológico. Ou será ela também um ser cultural? Cultural não é, porque ninguém cria lombrigas. Elas é que se criam e se reproduzem nas suas tripas.
Uma casa qualquer, ainda que material, é claramente um produto cultural, porque é feita pelos homens. A mesma coisa pode-se dizer de um prato de sopa, de um picolé ou de um diário. Mas estas são coisas de cultura material, que se pode ver, medir, pesar.
Há, também, para complicar, as coisas da cultura imaterial, impropriamente chamadas de espiritual – muitíssimo mais complicadas. A fala, por exemplo, que se revela quando a gente conversa, e que existe independentemente de qualquer boca falante, é criação cultural. Aliás, a mais importante. Sem a fala, os homens seriam uns macacos, porque não poderiam se entender uns com os outros, para acumular conhecimentos e mudar o mundo como temos mudado.
A fala está aí, onde existe gente, para qualquer um aprender. Aprende-se, geralmente, a da mãe. Se ela é uma índia, aprende-se a falar a fala dos índios, dos xavantes, por exemplo. Se ela é uma carioca, professora, moradora da Tijuca, a gente aprende aquele português lá dos tijucanos. Mas se você trocar a filhinha da índia pela filha da professora, e criar, bem ali na praça Saens Peña, ela vai crescer como uma menina qualquer, tijucana, dali mesmo. E vice-versa, o mesmo ocorre se a filha da professora for levada para a tribo xavante: ela vai crescer lá, como uma xavantinha perfeita – falando a língua dos xavantes e xavanteando muito bem, sem nem saber que há tijucanos.
Além da fala, temos as crenças, as artes, que são criações culturais, porque inventadas pelos homens e transmitidas uns aos outros através de gerações. Elas se tornam visíveis, se manifestam, através de criações artísticas, ou de ritos e práticas – o batizado, o casamento, a missa –, em que a gente vê os conceitos e as idéias religiosas ou artísticas se realizarem. Essa separação de coisas cósmicas, coisas vivas, coisas culturais, ajuda a gente de alguma forma? Sei não. Se não ajuda, diverte. É melhor que decorar um dicionário, ou aprender datas. Você não acha?



Coleção caderno de EJA: Cultura e Trabalho
Trecho do livro Noções de Coisas. São Paulo, FTD, 1995



TEXTO  – REGIONALIDADE

CASA DE FARINHA

A farinha de mandioca, uma das bases da alimentação do nosso povo, é produzida pelos índios desde muito tempo, bem antes de os portugueses descobrirem o Brasil.
A farinha de mandioca é um produto da raiz da mandioca (jatropha manihot), planta da família das eufrobiáceas, muito conhecida, cultivada e aproveitada pelos índios em vários produtos alimentícios, como puderam constatar os portugueses quando chegaram ao Brasil.
Os índios chamavam as suas plantações, ou roças de mandioca, de mandiotuba.
A mandioca amolecida, fermentada ou apodrecida para o fabrico de farinha ou extração da goma, por sua vez, era chamada de mandiopuba, e a farinha misturada com água, o pirão, de uypeba.
Em Pernambuco existiam várias espécies de mandioca: branquinha, cruvela, caravela ou mamão, engana-ladrão, fria ou da mata, landim, manipeba, vermelha, entre ouras, além da mandioca brava, muito venenosa.
A “casa de farinha” é o local onde se transforma a mandioca em farinha, ingrediente usado na fabricação de vários alimentos, entre os quais o beiju, conhecido pelos índios como mbyú, muito apreciado na região Nordeste do Brasil. Em 1551, o padre jesuíta Manoel da Nóbrega, quando escreveu sobre sua visita a Pernambuco, falou do beiju e das farinhas fabricados pelos indígenas.
No período colonial, a farinha de mandioca era usada para a alimentação dos escravos, dos criados das fazendas e engenhos, além de servir também como suprimento de viagem para os portugueses (farnel de   viajantes).
Em algumas regiões, para tornar os alimentos menos perecíveis, misturavamnos com a farinha de mandioca. Obtendo pratos como a farinha de peixe seco, socada em pilão, que assim podia aguentar por muito tempo, utilizada pelos bandeirantes em suas expedições.
O processo de produção da farinha de mandioca começa no plantio das manivas.
Depois da colheita da raiz (tubérculo), a mandioca é levada direto da roça para a casa de farinha, onde é descascada e colocada na água para amolecer e fermentar ou pubar. Em seguida, é triturada ou ralada em pilão ou no ralador, também chamado de caititu. A mandioca ralada vai caindo em um cocho, sendo depois prensada no tipiti (tipi = espremer e ti = líquido, na língua tupi) para retirar um líquido venenoso chamado manipueira (ácido anídrico).
Depois de peneirada e torrada, a farinha está pronta para o consumo.
O líquido que sobra da pubagem tem um alto teor alcoólico. No Pará, esse líquido, depois de ser submetido à ação do sol ou do fogo para retirar sua toxidade, é usado no preparo do tucupi, espécie de molho muito apreciado na cozinha amazônica, como o famoso pato no tucupi.
A massa da mandioca, que decanta durante a pubagem, é utilizada como goma para engomar roupa ou para a fabricação de alimentos como mingau, papa, sequilho, bolo, tapioca.
A farinha de mandioca é usada em vários tipos de farofa, pirão, beiju e entra como ingrediente em uma grande quantidade de receitas da culinária brasileira.
A casa de farinha ajudou a fixar o homem à terra, transformando a mandioca num importante alimento, responsável pela diminuição da fome em algumas regiões brasileiras.

Coleção caderno de EJA: Cultura e Trabalho
Fonte P Fundação Joaquim Nabuco
www.fundaj.gov.br

FARINHA
Djavan

A farinha é feita de uma planta da família das
euforbiáceas, euforbiáceas
de nome manihot utlíssima que um tio meu apelidou de macaxeira
e foi aí que todo mundo achou melhor!...
a farinha tá no sangue do nordestino
eu já sei desde menino o que ela pode dar
e tem da grossa, tem da fina se não tem da quebradinha
vou na vizinha pegar pra fazer pirão ou mingau
farinha com feijão é animal!
o cabra que não tem eira nem beira
lá no fundo do quintal tem um pé de macaxeira
a macaxeira é popular é macaxeira pr`ali, macaxeira pra cá
e em tudo que é farinhada a macaxeira tá
você não sabe o que é farinha boa
Farinha é a que a mãe me manda lá de Alagoas





TEXTO - O TRABALHADOR DO SETOR CULTURAL
BANDEIRAS E LÁGRIMAS

Elifas Andreato
O artista plástico descobre a comunhão de ideias e a similaridade de sua vida com as do consagrado Alfredo Volpi
Em 1955 deixei a Fiat Lux, onde trabalhava como torneiro mecânico e pintor dos grandes painéis que decoravam as paredes do refeitório nas noites de sábado. Por meses, perambulei em busca de um emprego que pudesse me encaminhar como artista. A culpa por tentar outra profissão doía. Eu era o único da família que trabalhava. Voltava para casa tarde, quando todos dormiam, com vergonha de enfrentar o desespero de minha mãe pela falta de dinheiro. Depois de um tempo, consegui estágio no estúdio do Pingo. A ajuda de custo mal dava para a condução. Mas a quem precisa, a vida ensina a não perder oportunidade alguma. Varria o estúdio e cuidava do estoque; quando sobrava tempo, desenhava.
A sorte bateu em minha porta numa manhã de junho de 1956. Uma vizinha encomendou um quadro para a festa junina que daria em seu quintal. Com Salim, dono de armarinho e pai do Soni, meu melhor amigo, consegui o brim branco; com Pingo, tintas e pincéis. Cortei o brim do tamanho exato do meu colchão de solteiro, a medida máxima que o pequeno quarto que dividia com meu irmão – o ateliê improvisado – permitia. Não sabia ainda desenhar São João, meu santo junino preferido. Então tentei cordões com bandeirinhas coloridas. Pintava sobre o colchão, e, à noite, punha a tela para secar debaixo da cama.
Trabalho terminado, vizinha satisfeita, recebi direitinho – para contentamento de minha mãe, que zerou a conta na venda e renovou o crédito.
Anos depois, já como estagiário da Editora Abril, vi numa revista o quadro com bandeirinhas de um pintor chamado Alfredo Volpi. Chorei ao descobrir que foi autodidata como eu, marceneiro como eu, e pintor de parede. No mês passado, celebramos no MAM o sétimo aniversário deste Almanaque [Almanaque Brasil]*. Durante a festa, dei uma escapadinha para visitar a exposição do Volpi, parte da minha comemoração particular. Vendo suas bandeirinhas, chorei novamente. Não de tristeza, mas de alegria, por estar em lugar tão nobre, em companhia de brasileiros ilustres, expondo ao seu lado a vitória dos que jamais abandonam seus sonhos.

*N.E

Coleção caderno de EJA: Cultura e Trabalho



TEXTO - CULTURA E CULINÁRIA
A CULINÁRIA TAMBÉM É CULTURA

Renato Pompeu
Receitas são transmitidas de geração em geração há séculos

Cozinhar é uma arte: é preciso ter “mão” para doces e salgados. Milenarmente as receitas foram transmitidas de geração em geração, antes de surgirem a imprensa e os livros de receitas. Mas os hábitos alimentares também foram se alterando de geração em geração: pratos antigos caíam em desuso, como a vitela com purê de rosas dos romanos ou o pão com cebola e cerveja dos antigos egípcios. E também a cada geração foram surgindo pratos novos, principalmente quando se difundiam novos ingredientes, como o açúcar que o Ocidente recebeu primeiro do Oriente e depois das Américas, ou o milho, a batata, a mandioca e o tomate, conhecidos só nas Américas antes de sua “descoberta” por Colombo. Alguns pratos tradicionais brasileiros têm origens curiosas. A feijoada, o prato nacional das grandes ocasiões, surgiu nas senzalas: as negras aproveitavam as partes do porco que os brancos desprezavam e jogavam fora, como os pés, rabo, orelha, focinho.... O cuscuz paulista era o prato habitual dos bandeirantes em suas prolongadas expedições, pois seus ingredientes, a farinha de milho e o peixe seco, conservados em alforjes de couro, não se deterioravam e se mantinham comestíveis durante muito tempo.
Os conventos de freiras, na Colônia, eram palco de experimentações culinárias com o então novo ingrediente, o açúcar. O antropólogo Gilberto Freyre anotou que as referências mundanas ficaram evidenciadas em nomes de doces como “baba de moça” e “beijo de frade”.




Coleção caderno de EJA: Cultura e Trabalho
Renato Pompeu é escritor e jornalista




TEXTO – FESTAS POPULARES
AS GRANDES FESTAS E AS OPORTUNIDADES
DE TRABALHO E RENDA
Renato Pompeu
As festas populares do país selecionam trabalhadores de todos os níveis, do estudante do ensino fundamental ao doutor.
As grandes festas populares, como o Carnaval, e religiosas, como o Natal, mais os grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo e os Jogos Pan-Americanos, e até eventos cívicos, como a Marcha do Orgulho Gay, criam boas oportunidades de trabalho temporário e até fixo, porém sazonal (isto é, que só ocorre durante determinada época do ano), e de renda, para todos os níveis de instrução.
Para o Carnaval já existem oficinas unificadas no Rio de Janeiro e em Salvador, onde as escolas de samba e os grupos carnavalescos em geral empregam grande número de costureiras para as fantasias; engenheiros, marceneiros, carpinteiros, mecânicos, escultores, pintores e decoradores para os carros alegóricos, adereços e alegorias móveis; e até historiadores para as pesquisas sobre os temas, por exemplo, dos sambas-enredo.
No Natal há grande procura, por parte das lojas, de vendedores para funções temporárias, de atores que possam desempenhar o papel de Papai Noel e outros personagens, de instrutores que ensinem a usar brinquedos complicados, videogames e outros presentes típicos da era contemporânea; montadores, mecânicos e decoradores para presépios móveis ou não.
Na Copa do Mundo há muitas vagas para costureiras e vendedores de camisas da Seleção e dos clubes e bandeiras nacionais e esportivas, isso sem contar os milhares de trabalhos temporários que surgem nos países-sede. Os Jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio de Janeiro são um exemplo de criação em massa de vagas (remuneradas com alimentação e transporte, sem salários, mas com a garantia da sobrevivência durante várias semanas) de tradutores, intérpretes, acompanhantes, atendentes, etc., além da criação de vagas temporárias no setor hoteleiro.
Eventos como a Marcha do Orgulho Gay, com suas centenas de milhares de participantes, proporcionam a instalação de barraquinhas de alimentos e bebidas e de venda de lembranças, sem contar as vagas nos hotéis e nas agências de turismo. Também a Oktoberfest, a festa do chope em Santa Catarina em outubro, ou a Procissão do Círio de Nazaré, em Belém do Pará, garantem muitas vagas temporárias. Em suma, onde há festa, há trabalho.



Coleção caderno de EJA: Cultura e Trabalho
Renato Pompeu é escritor e jornalista.


Sugestões de atividades diagnósticas/ Consultar site abaixo
http://www.saemi.caedufjf.net/os-instrumentos-de-avaliacao/cadernos/cadernos-avaliacao-diagnostica-2014/


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